sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bastard Disco - vol. 3


Outra série que idealizei pra este blog foi a Bastard Disco; coletânea que tem como proposta resgatar alguns sucessos esquecidos que invadiram algumas pistas (lá de fora) durante a década de 1980 e comecinho dos anos 90, que não deixa de ser também uma sugestão aos DJ's nostálgicos daqui para que variem um pouco seu arroz & feijão de sempre. Para fechar a trilogia disponibilizo este volume em formato duplo repleto de "rare hits" tanto do synthpop quanto de italo disco (que marca grande presença com alguns clássicos de Fred Ventura, Savage, Valerie Dore e P. Lion), como seu subtítulo sugere. Dario Dell'aere é um outro nome da italo, mas daquela ala mais "dark" (underground também), na linha do Decadence. O vocalista do Fockewulf 190 aparece aqui com o single "Eagles In The Night" (1985), cujo o vinil original pode ser encontrado por ai pela bagatela de 600 euros
A "Bastard Disco - vol. 3" é um belo e derradeiro apanhado para quem curte estas dançantes e hipnotizantes velharias. Como de costume, dentro de cada pastas há a capa e a contra capa em alta resolução e colorida (em *.pdf) para aqueles que ainda queimam cds. Não estranhem o peso dos arquivos, pois estão encodados em 256kbps com equalização máxima para estourar os tímpanos em um player portátio ou num subwoofer potente. Enjoy and lets dance!
(Dedicado à "Feinha")




CD 1
1. Bazooka Joe - Smallville
2. Samedi - Between Two Hearts
3. Fred Ventura - Leave Me Alone (7" version)
4. Savage - Don't Cry Tonight
5. Shark Vegas - You Hurt Me (version)
6. Twins - Face To Face, Heart To Heart
7. Pink and Black - Sometimes I Wish
8. A Popular History Of Signs - Art Of Persuasion
9. Valerie Dore - The Night (extended mix)
10. Moskwa TV - Brave New World (12" Version)
11. Fresh Color - Number One
12. Fake - Donna Rouge (original extended version)
13. SPK - Flesh And Steel
14. Dario Dell'aere - Eagles In The Night

CD 2
1. Michael Cretu - Samurai
2. Fashion - No Name
3. Venetian - So Much For Love
4. Parade Ground - Gold Rush
5. Clio - Faces (extended)
6. Invisible Limits - No Tears (Big Shambles Of Broken)
7. Lovables - It's Beautiful
8. The Mysterious Art - Requiem
9. Kano - Ikeya Seki (12" mix)
10. Boxbury Beat - Thunder And Lightning
11. Colour Radio - Adrianna Dreams
12. Private Blue - She's Love
13. P. Lion - Happy Children
14. Fatal Charm - Summer Spies
*download here*


Saiba mais e baixe também:
- Bastard Disco - vol. 1
- Bastard Disco - vol. 2

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Marcelo Rubens Paiva & camisetas


Foi bom ter conhecido o Marcelo Rubens Paiva, ter trabalho em cima de suas idéias e executado a arte das estampas que tenho certeza que farão sucesso. O cara é boa praça, daqueles cuja a alma pensante nunca envelhece.
Quinta agora é o lançamento na Geek.etc.br com direito a autografo das peças. Não sei porque me veio a cabeça aquele som do Frankie Goes to Hollywood, "Relax". Bom, deixa pra lá.

http://glamurama.uol.com.br/marcelo-rubens-paiva-cria-camisetas-em-homenagem-a-mestres-da-literatura/

coisa linda da babãe


domingo, 24 de novembro de 2013

Bauhaus, Fields of the Nephilim, Gene Loves Jezebel - 5 Albums’ box sets


Este dias eu estava escutando alguns cd's do Fields Of The Nephilim. Como todas as re-edições digitais concebidas a partir da metade dos anos 80, estas gravações eram de péssima qualidade, abafadas e sem profundidade. Me questionei o quando os seus álbuns ganhariam reissues remasterizados, pois Sisters, Mission, Siouxsie e todo panteão do gothic rock oitentista já tinham dado este privilégio aos fãs. E não é que a Beggars Banquet anunciou esta semana um pacotão daqueles? Bauhaus, Gene Loves Jezebel Fields tiveram seus álbuns remasterizados relançados em box sets. A caixa dos Fields (a mais esperada em minha opnião), assim como das outras bandas, trará 5 cds - os 3 álbuns de estúdios com bônus, além do ao vivo Earth Inferno e uma compilação com singles e alguns B-sides do período de ouro da banda, ou seja, de 1987 a 1990. As gravações e EP'a anteriores ao primeiro álbum estão de fora, mas mesmo assim é um material imperdível. O Bauhaus e Gene Loves Jezebel tiveram há alguns anos seus álbuns remasterizados, porém nestas caixas é possível adquirir algumas demos e músicas até então encontradas apenas nos velhos compactos de vinil.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Happy Birthday Rozz!


Assim que resolvemos fazer a revista “Invocations of Rozz Williams”, pedimos para que alguns amigos participarem do seu editorial, escrevendo um depoimento ou impressões sobre o artista. Este foi escrito pelo meu irmão que ainda serve como uma bela homenagem...

Quando os editores desta publicação me pediram para escrever um texto “depoimento” sobre Rozz Williams fiquei lisonjeado, porém, preocupado com a forma que teria um texto como este e como representaria por meio de palavras certas, toda identificação que tenho com o trabalho de Rozz. Decidi, então, tomar liberdade da escrita, sem tantos padrões ou até mesmo linearidade. E foi o que fiz.

O que me fascinava em Rozz Williams era sua autenticidade e capacidade de criação; como conseguia exteriorizar tantos sentimentos em relação ao nosso mundo de formas tão diferentes. A sua postura era muito natural e o impacto que causava suas atitudes era simplesmente uma conseqüência.


Foi muito grande a diversidade de idéias de Rozz Williams. Incrível como pode trabalhar com tantas possibilidades da música, seja no seu lado mais punk, “glam”, death-rock, elementos clássicos ou experimentais. Sua arte era evidente nos momentos em que recitava poesias em “Every Kind A Bartard Soon” e “The Whorses Mouth” ; em suas performances com EXP ou Premature Ejaculation, Heltir , etc.; no  cinema em “PIG” e até mesmo em suas “colagens” que serviram como capas para alguns de seus álbuns. Desse modo, desponta um artista completo na figura de Rozz Williams.


As músicas de Rozz não foram simplesmente músicas. Foram gritos de desespero frente aos problemas mundanos e do próprio inconsciente do ser; gritos também de manifesto a falsidade das instituições religiosas, como em “Only Theatre of Pain”, época em que Rozz praticamente iniciava sua respeitável carreira.

O que é tão surpreendente é a “aparente” tranqüilidade de Rozz em “Dream for a Heartache” de Rozz e Gitane Demone e “From the Heart” do Shadow Project, opondo-se totalmente aos seus trabalhos experimentais. O projeto Premature Ejaculation, por exemplo, é uma verdadeira viagem à um mundo agônico e atormentador. Um mundo, creio eu, que se encarado de maneira extremamente séria, torna-se atraente à nossa própria morte. As várias mudanças musicais e estéticas sempre fizeram parte do trabalho de Rozz, no entanto, sua essência era permanente e sempre esteve viva - a vida estava em sua arte.

Em uma ocasião, meu querido irmão Rodrigo disse-me uma coisa que deixou-me pensativo e que estou de acordo. Na sua opinião, Rozz cantava como se fosse Cristo, porém Cristo já morto. A imagem que Rozz nos deixou parecia-me de angústia e tristeza quase que constantes, principalmente nos momentos em que as “lágrimas negras” escorriam de seus olhos, dando sinal de que Rozz chorou seu sonho x realidade, assim como Cristo “chorou” pela salvação dos pecadores.

Na realidade, a arte de Rozz atenta meus olhos e mente para algumas questões que nos rodeiam. Suas “spoken words” são perfurações no corpo que não causam dor, mas sim arrepios, dando-me uma sensação de leveza, melancolia e prazer.

Entristece-me reconhecer que o dia da mentira do ano de 1998 não passou de uma verdade. Foi um dia que não fez jus ao nome. Tento achar uma explicação para o desligamento de Rozz deste mundo, mas não há uma clara resposta. Será que sua morte ocorreu devido ao fato de viver em um lugar que passou a limitar suas formas de expressão, já que muito havia sido feito em vida? Quisera ele encontrar um espaço em que se enquadrasse as idéias não pertinentes a este mundo? Anseio que Rozz esteja agora, neste exato tempo, num mundo único, só seu. A arte não morre, nem mesmo a de Rozz Williams, apenas o corpo se foi; sua arte é minha triste história favorita que não será esquecida.
(André de Araújo)

domingo, 3 de novembro de 2013

New Romantics


Em 1998, antes de voltar a escutar coisas mais trevosas, eu estava muito ligado ao synth pop dos 80’s executado por bandas da cena New Romantic que foi mais um hype fashionista em torno dos frequentadores do club Blitz do que propriamente um estilo musical.

Esta moda foi concebida e adotada por ex-punks (ligados às escolas de arte e design), fãs de Bowie e Kraftwark. Essas referências musicais e de estilo foi à forma ideal para esses jovens manifestarem o seu descontentamento com a era Tatcher, ministra que se identificava muito mais com os tempos vitorianos, quando o assunto era as classes operárias. Para ela os trabalhadores  "deveriam saber bem o seu lugar", ficando a mercê da sorte, sem nenhum auxilio do governo. Pensando nisso, a resposta dos new romantics veio de forma irônica e andrógina, o que deixou os mais moralistas bem incomodados. Conceitualmente ou não, esta estética ajudou dar um pouco de cor, glamour e contraste a este periodo de enorme recessão que a Inglaterra passava naquele período, que ficou conhecido para muitos como “the new dark ages”, uma analogia a sombria Idade Média. Naquela conjuntura, a única saída parecia ser mesmo se maquiar, se produzir e procurar refúgio nos clubs noturnos, onde as coisas pareciam ser mais interessantes e era possivel ver um verdadeiro desfile de "piratas" e perrots futuristas dançando com ar blasé e melancólico.

Esta coletânea não se difere tanto de outras coletâneas do gênero. É um greatest hits que deve animar as noites e ouvidos mais nostálgicos que tem achado também a nossa realidade um tanto cinza e insossa. Dentro da pasta há o booklet colorido em 300 dpis para quem quiser gravar em audio e colocar numa capa slim.

track list:
1. Duran Duran - Planet Earth
2. ABC - Poison Arrow
3. Visage - Fade To Grey
4. Classix Nouveaux - Guilty
5. Spandau Ballet - To Cut a Long Story Short
6. Yazoo - Nobody's Diary
7. Altered Images - Don't Talk to Me About Love
8. Kajagoogoo - Too Shy
9. A Flock Of Seagulls - Wishing (If I Had A Photograph Of You)
10. Heaven 17 - Let Me Go
11. Japan - Ghosts
12. Culture Club - Do You Really Want To Hurt Me?
13. Soft Cell - Tainted Love
14. Bow Wow Wow - I Want Candy
15. The Human League - Don't You Want Me
16. Ultravox - Vienna
17. Thompson Twins - Doctor! Doctor!
18. Adam & the Ants - Stand and Deliver
19. Dead or Alive - You Spin Me 'Round (Like a Record)


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