terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sin and Sacrifice of Christian Death - Live at Turin Big Club - 23/10/1985


Na segunda encarnação do Espaço Retrô (que funcionou na Rua Fortunato 34 - Sta. Cecília, entre 1995-98) havia um pequeno cômodo no mezanino onde o Rogério do fanzine Ruídos Alternativos exponha suas publicações e de outros editores independentes. Nesta época ele me deu um catálogo de uma distribuidora de discos espanhola chamada Musicas de Regimen que tinha acervo bastante extenso. Encomendas por correio eram uma das formas mais econômicas para se adquirir discos, pois você escapava dos abusos de intermediários (lojas ou importadoras). Os preços da Musica de Regimen eram bem atrativos; sem contar que eram cotados em Pesetas, ou seja, quase um terço do nosso Real. Além de cds, vinis, vhs (um deles, o Sons Find Devils dos Virgin Prunes que acabei adquirindo por este catálogo e inexplicavelmente ainda continua sem uma merecida edição em dvd) havia um sub-catalogo de bootlegs em K7 das bandas mais absurdas. Um deles foi este que disponibilizo agora para vocês: um show raro do Christian Death gravado em 23 de outubro de 1985 (em Turim, Itália), meses depois da debandada de Rozz Williams e que fez da tour européia para divulgação do álbum Ashes. Acredito que neste período, Valor, Gitane e David Glass ainda se dominavam "Sin and Sacrifice", mas logo em seguida passariam a tocar, sorrateiramente, como "Sin and Secrifice of Christian Death" até finalmente simplificarem de vez para "Christian Death", o que não agradou nenhum pouco Rozz. Reza a lenda que as apresentações desta época eram propositalmente bastante escuras e, por causa dos falsetes vocais ala Rozz Williams de Valor, muitas pessoas iam às apresentações pensando estar "ouvindo" o vocalista original.

O set list baseia-se em músicas dos álbuns Catastrophe Ballet, Ashes entre outras que fariam parte dos dois EP's e do álbum (Atrocities), lançados no final de 1985 (The Wind Kissed Pictures) e começo de 1986. Desta maneira é possível notar que, mesmo com o "desfalque" de Rozz, Valor antes mesmo de assumir os vocais já estava munido de um extenso repertório para levar, de modo um tanto controverso, seu Christian Death adiante. Live at Turin Big Club é um excelente bootleg de qualidade sonora média; um pouco abafado, mas nada mal para uma gravação proveniente de uma fita K7 que estava há uns 15 anos engavetada. Tentei dar uma "remasterizada" no Sound Forge, aumentando o seu volume, resgatando o máximo de agudo (tudo bem que quase não se nota, mas juro tentei fazer um milagre) e recortando algumas faixas que estavam emendadas. Quem já está habituado com tantos bootlegs de baixa qualidade do Christian Death editados oficialmente por ai, não vai achar este tão capenga, fazendo valer mais aquela velha frase clichê que conforta qualquer colecionador: "o que vale é o registro". So, enjoy!

Sin and Secrifice of Christian Death - Live at Turin Big Club - 23/10/1985

1. The Death of Josef (fragment)
2. Sleepwalk
3. The Wind Kissed Pictures
4. Will O' the Wisp
5. The Luxury of Tears
6. When I was Bed
7. Between Youth
8. Androgynous Noise Hand Permeates
9. Electra Descending
10. Strapping Me Down
11. Ashes
12. Lament (Over the Shadows)
13. This Glass House

Ps: É possível notar (pelos acordes de baixo) que eles tocariam também "Gloomy Sunday" logo após "When I Was Bed", mas acabou sendo sendo descartada e substituita por "Between Youth".


Line-up:
Valor Kand (vocals & guitar)
Gitane Demone (keyboards & vocals)
David Glass (drums)
Barry Galvin (guitar)
Johann Schumann (bass)

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Music on Vinyl

Na Europa a (re) valorização do vinil vem ganhando força desde o começo dos anos 2000 e ironicamente tem se tornado a última aposta da industria fonográfica sobreviver ou retomar um pouco da sua já tão miada força no formato tradicional. Pensando nisso alguns selos pequenos vem pensando nesta promissora oportunidade.
O selo holandês
Music On Vinyl é uma destas pequenas editoras que tem resgatado alguns clássicos (antigos e recentes) no velho e tão charmoso formato. Entre tantos títulos interessantes e indispensáveis, destaco (por afinidades musicais e fazerem parte da minha discoteca básica) This Is My Truth Tell Me Yours do Manic Street Preacher, Dirt do Alice in Chains, Elizium do Fields of The Nephilim e Camera Obscura da Nico - todos em edições classudas em 180 gramas, daquelas pesadinhas, para ter e se orgulhar.
Fãs de jazz, rock, black, pop, grunge, proto-punk, brit pop, punk, metal, folk etc se deliciarão com o seu
catálogo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Protocolos do afeto (por Luiz Felipe Pondé)

A prática do afeto na convivência em família pode ser apenas protocolo para despistar o desespero

Famílias podem ser máquinas de moer gente. Uma das marcas de nossa fragilidade é depender monstruosamente de laços tão determinantes e ao mesmo tempo tão acidentais. O acaso de um orgasmo nos une.
Em meio a jantares e almoços intermináveis, o horror escorre invisível por entre os corpos à mesa.
Talvez muitos pais não amem seus filhos e vice-versa. Quem sabe, parte do trabalho da civilização seja esconder esses demônios da dúvida sob o manto de protocolos cotidianos de afeto.
Até o darwinismo, uma teoria ácida para muitos, estaria disposta a abençoar esses protocolos com a sacralidade da necessidade da seleção natural. Mesmo ateus, que costumeiramente se acham mais inteligentes e corajosos, tombam diante de tamanho gosto de enxofre.
Pergunto-me se grande parte do sofrimento psíquico e moral de muita gente não advém justamente da demanda desses protocolos de afeto. Da obrigação de amar aqueles que vivem com você quando a experiência desse mesmo convívio nos remete a desconfiança, indiferença, abusos, mentiras e mesmo ódio.
A horrorosa verdade seria que existem pessoas que não merecem amor? Pelo menos não de você. Mas você é obrigado a amar irmãos, filhos, pais, avós, e similares. E, se não os amar, você adoece.
Um sentimento vago de desencontro consigo pode ocorrer se um dia você se perguntar, afinal, por que deve amar alguém que por acaso calhou de ter o mesmo sangue que você? Alguém que é fruto de um ato sexual entre o mesmo homem e a mesma mulher que o geraram em outro ato sexual.
Quem sabe a força do "mesmo sangue" seja uma dessas coisas que a experiência moderna esmagou, assim como a crença, para muita gente já vazia, no sobrenatural, na providência divina ou no amor romântico. Sim, o niilismo teria aí uma de suas últimas fronteiras?
É comum remeter esse vazio da perda dos vínculos de afeto ao mundo contemporâneo da mercadoria. Apesar de ser verdade que os laços humanos se desfazem sob o peso do mundo do capital, parece-me uma ingenuidade supor que o mal da irrealidade dos afetos seja "culpa" do capital.
É fato que a modernidade destrói tudo em nome da liberdade do dinheiro, mas é fato também que não criou a espécie em sua miséria essencial. A melancolia tem sido a verdade do mundo muito antes da invenção do dólar.
Por que devo amar alguém apenas porque essa pessoa me carregou em sua barriga por nove meses? Ou porque penetrou, num momento de prazer sexual, a mulher que iria me carregar em sua barriga por nove meses?
Por alguma razão, questões como essas parecem mais sagradas do que Deus, o bem e o mal, ou a vida após a morte. Como se elas devessem ser objetos de maior fé do que as religiosas. Ou porque elas garantem a convivência miúda e tão necessária para a estabilização da sociedade. Só monstros colocariam em dúvida tal sacralidade.
Mas quantas horas nós passamos vasculhando nossas almas em busca de afetos que, muitas vezes, podem ser o contrário do que deveríamos sentir? Ou não achamos nada além da indiferença?
Às vezes, a pergunta pelo amor pode ser apenas um protocolo contra o desespero.
Estamos preparados para pôr em dúvida a normalidade sexual no caso de mulheres que gostam de fazer sexo com cachorros, mas não estamos preparados para suspeitar que grande parte de nosso amor familiar não passe de protocolo social.
Rapidamente, suspeitaríamos que estamos diante de pessoas doentes e sem vínculos afetivos.
Por que, afinal, mulheres homossexuais correm em busca de "misturar" óvulos de uma com a barriga da outra, como se, assim, mimetizassem o coito reprodutivo heterossexual? Será que é amor por uma criança que ainda nem existe ou apenas um desejo secreto de ser "normal"?
Ter filhos é prova desse amor ou apenas um impulso cego que se despedaça a medida que os anos passam?
Um dos nossos maiores inimigos somos nós mesmos, mais jovens, quando tomamos decisões que somos obrigados a manter no futuro. Com o tempo, algo que nos parecia óbvio se dissolve na violência banal de um dia após o outro. Como que diante de um espelho de bruxa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Death Cult - Ghost Dancers (live bootleg)

Há algum tempo atrás (entre 1990 e 1993) a Galeria do Rock abrigava uma loja chamada Rock N’ Roll, cujo acervo era, na sua maior parte, dedicado a vinis bootegs, ou seja, aqueles bolachões de edições limitadíssimas não autorizadas (muitas vezes proveniente da Itália, Rússia e Japão) que continham materiais raros e nunca lançados pelas bandas. Aliás, a Galeria do Rock atual quase não há mais lojas que investem no velho e bom vinil. Aos órfãos restou praticamente a Baratos Afins (um dos últimos redutos “vinilisticos” por lá) e a Galeria Nova Barão, que fica ali pertinho...Bem, no começo dos anos de 1990 a pirataria não tinha esta conotação vulgar de hoje – não era essa coisa prática (prática no sentido de ser pouco seletiva, sem muito encanto) e pobre reproduzida em mídia ou em mp3; era feita com acabamento caprichado (arte gráfica elaborada, prensagem profissional) e carregava, por isto, uma áurea de elegância e excentricidade, o que satisfazia os fãs que não se contentavam com o material oficial soltado pelas gravadoras. O cara que acompanha a banda e quer incrementar sua coleção, sabe as “cerejas do bolo” não estão nos registros convencionais. Contudo, com o advento da internet, perdeu-se a preocupação e o interesse pelo suporte físico destes arquivos.

Na Rock N’ Roll também era possível encontrar as réplicas dos bootlegs originais, com suas capas mal xerocadas (no “melhor” ou “pior” estilo do it yourself) - muitas vezes estes exemplares eram apenas envolvidos numa espécie de envelope branco contendo apenas o set escrito com máquina de escrever. A apresentação poderia ser tosca, mas seu conteúdo tinha valor incalculável e acredito que boa parte daquilo dificilmente chegará algum dia a ser ripado em mp3 (e postado em algum blog) ou mesmo reeditado por algum selo fundo de quintal. Quem era aficcionado em Sisters of Mercy (uma das bandas mais pirateadas de todos os tempos) ficava em choque com quantidade de LP’s com gravações de shows, sobra de estúdios, transmissões de rádio e demos com as mais variadas qualidades sonoras – tinham desde coisas podres captadas por um gravador de mão pela audiência até coisas “cristalinas” registradas em DAT pela galera da mesa de som. Aqueles que queriam arrebatar estes discos tinham que desembolsar uma bela grana, porém o dono disponibilizava um serviço de gravações de fita K7 para quem não tinha como bancar e quisesse saborear um pouco daquele universo clandestino. As reproduções destas fitas nem sempre agradavam muito, pois o som na maioria das vezes ficava extremamente abafado, no entanto isso acabava sendo um mero detalhe para os que queriam ter em mãos aquelas exclusividades. Também era possível encomendar cópias em vídeos (VHS) de shows raros, filmados da platéia, por alguém que não tinha a mínima habilidade com a câmera. A prateleira do The Cult era um sonho, no entanto tinha uma peça ali que me chamava muito a atenção – o vinil Ghost Dancers (com a capa xerocada); um show gravado em 13 de setembro 1983 no teatro Playhouse (Whitley Bay), quando a banda tocava como Death Cult. Como comprar aquele disco não estava a meu alcance, acabei encomendando uma cópia em fita, que quase arrebentou de tanto tocar. Eu cheguei a pensar em ripar a fitinha para cd-r, por uma questão de preservação mesmo, já que depois com a notícia do óbito da Rock N’ Rock, eram remotas as chances de rever aquele disco novamente e, assim, solicitar uma nova cópia. Embora nostálgica, a Era analógica foi pouco prática e por isso tinha lá os seus inconvenientes e isso fica bem claro nestes relatos de um tempo em que ipode quebraria o maior galho...

Passado alguns anos virei um adicto de vinis e em uma daquelas garimpadas que eu fazia pela madrugada adentro encontrei um colecionador inglês que tinha o bendito a venda em seu site pessoal. E não era um simples colecionador e sim um cara que tinha trabalhado como roadie nos primórdios do Cult. Logicamente não hesitei em comprar, pois sabia que a chance era única. Depois de uns dias esperando ansiosamente, lá estava eu com o cobiçado Ghost Dancers em mãos. Seu estado de conservação me chamou muito atenção; sua capa original estava praticamente zerada (não era como aquela cópia da cópia como exposta na loja). Algo incrível já que se tratava de uma relíquia de tiragem limitada de 500 cópias em vinil azul, editada em 1985 por um selo japonês chamado Garageland. Valeu cada libra investida e a minha persistência, afinal só quem é colecionador sabe a emoção de manipular um destes “brinquedos”.

Seu track list (logo a baixo) é bem típico daquela fase, mas com algumas coisas singulares - a música “Ressurection Song” foi creditada aqui apenas como “Resurrection”. Esta faixa nunca ganhou uma versão de estúdio, o que agrega um valor discográfico a este vinil. Diferente que muitos devem pensar, “Ressurection” não é nem de longe um esboço da dançante “Resurrection Joe” (1984). “Wild Thing” (cover do The Troogs costumeiramente fechava as apresentações daquela época) tem aqui umas de suas versões pesadas e tribais graças as baquetadas impiedosas e inconfundíveis de Ray Mondo que logo após este show se despedia do Death Cult. A qualidade sonora deste boot não é uma das melhores, mas por estas histórias e particularidades o torna bastante especial para mim e, acredito também, para os fãs old school a quem eu dedico este post.
Espero que gostem e bom download!

Death Cult line up:
Ian Astbury - vocal
Billy Duffy - guitar
Jamie Stewart - bass
Ray Mondo – drums


PEQUENA BIOGRAFIA

Em maio de 1983, um mês após o fim do Southern Death Cult, o vocalista Ian Astbury se junta ao guitarrista Billy Duffy (William Howard Duffy, nascido em Manchester, recém saído do Theatre of Hate) para formar o Death Cult. A idéia inicial de Ian era dar continuidade a sua banda original, e como o guitarrista buscava mais liberdade musical e para compor, essa junção resultou naqueles históricos "casamentos musicais" que deram mais do que certo (a exemplo do que ocorreu com Robert Plant/Jimmy Page, Mick Jagger/Keith Richards, John Lennon/Paul McCartney, Morrissey/Johnny Marr e tantos outros). A banda foi considerada logo de início como um "super grupo" pós-punk já que se tratava na realidade da junção de três bandas que tinham feito alguma fama dentro daquela cena. Para completar a “cozinha”, foram chamados dois ex-integrantes da banda punk-gótica Ritual; o baterista Raymond Taylor Smith (natural de Serra Leoa, apelidado de Ray Mondo) e o guitarrista Jaime Stewart (nascido em Harrow, norte da Inglaterra) convocado para o baixo.

O entrosamento foi certeiro e após alguns ensaios e gravações demos, a banda lança em julho daquele ano um EP com quatro músicas pelo selo Situation Two. O disco teve boa repercussão e as comparações com o Southern Death Cult foram inevitáveis, mas era possível notar que além da cadencia tribal e das características fortes do "positive punk", as canções traziam uma veia mais rock n roll sixties graças as guitarras sujas e psicodélicas de Billy Duffy que começavam a se destacar. Também não se pode ignorar o amadurecimento da voz de Ian que ao se dar conta das limitações dos músicos do SDC, viu a necessidade de buscar músicos criassem e dessem maior suporte para canções mais elaboradas que viriam a partir daí.
Nas entrevistas o Death Cult também fazia questão de deixar clara suas influências que vinham de artistas que bebiam do blues como Jimi Hendrix, Doors, Led Zeppelin - e que a partir disso queriam dar uma cara mais orgânica ao cenário alternativo inglês que na ocasião parecia estar tão fake, devido a extrema valorização do visual e pelo uso massivo de sintetizadores. O baixista Jamie Stewart lembra que outra fixação daquela época era com tudo que fosse relacionado a guerra do Vietnã: "coisas como o filme Apocalypse Now e 'The End' dos Doors fazia a cabeça de todas as bandas de Brixton na época e Ian tentava falar sobre essa situação absurda na qual jovens eram jogados em uma guerra completamente sem sentido." Esta ai porque da temática fotográfica do EP de estréia.


A banda logo inicia uma extensa turnê em algumas cidades européias. O público de Oslo (Noruega - 25/07/1983) foi privilegiado em assistir a sua primeira apresentação. Já de volta a Inglaterra, eles participam de um famoso evento do pós-punk inglês Futurama Festival.

Em setembro o baterista Ray se despedia da banda para tocar no Sex Gang Children (meses depois, por estar ilegalmente na Inglaterra, ele fora deportado para Serra Leoa), ocupando o lugar deixado pelo saudoso Nigel Preston que logo foi convidado para tocar no Death Cult. Preston já era um velho conhecido de Billy Duffy, uma vez que havia tocado com ele no Theatre of Hate.

Com o novo baterista, a banda lança em outubro de 1983 o single "God Zoo", música que trás um som mais lapidado e dançante, o que demonstrava que eles estavam dispostos a deixar de vez as conotações góticas para traz e todos os rótulos incessantes que sofria da imprensa britânica. Depois desta mudança sonora, Ian e Billy decidem tirar do nome da banda a sua parte mais negativa - a palavra "Death".

No dia 13 de janeiro de 1984, a banda fazia sua primeira aparição na TV como The Cult no programa The Tube. “Estamos mais para a vida do que para a morte”, disse Astbury antes dos primeiros acordes. Nessa altura eles começando a se popularizar nos quatro cantos da Inglaterra, devido ao sucesso do single "Spiritwalker" que apontava no primeiro lugar da parada independente. Este compacto procede a uma tour européia que acontecera meses antes do lançamento de seu primeiro álbum, Dreamtime.


Ghost Dancers - Recorded live Sept. 13, 1983 at Playhouse, Whitley Bay - LP Numbered, Blue

Track List
A1 Christians
A2 To Young
A3 The Waste Of Love
A4 Ghost Dance
A5 Butterflies
A6 Brothers Grimm
B1 Flower In The Desert
B2 Gods Zoo
B3 Resurrection
B4 Horse Nation
B5 Moya
B6 Wild Thing

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

free your mind

E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legítimo e lógico como qualquer outra série de idéias e atos humanos.
(Antonin Artaud)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

tetine

Concordo com a tese evolutiva e filosófica que diz a forma de qualquer organismo representa a sua vontade. Logo que me deparei com isso lembrei-me porque uma vaca leiteira dedica tantos litros (amor) a sua prole...O que seria essas mulheres de seios artificialmente avantajados? Apenas objetos masturbatórios, de nível que se rasteja a lama por atenção....A falta de feminilidade era algo que as marcavam antes mesmo de seu novo adorno, já que era preciso, mesmo antes do silicone, um belo enxerto de massa encefálica.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011